8 meses, 60 repositórios, ~16 mil commits, R$70 mil de prejuízo e algumas lições que valem o ingresso.
A pergunta de todo fundador hoje não é "se", é: como você canaliza essa velocidade sem se machucar?
Criamos 60 repos e arquivamos 58. Microsserviços, agentes, dashboards, scrapers — cada ideia virou um repo.
~26 repos espalhados: flw-coreapi, flw-financeapi, agno-service, RAG/Pinecone, scrapers... Cada peça isolada.
Um monorepo só. Tudo no mesmo lugar, mesmas regras, mesmo deploy.
10 produtos e 32 módulos compartilhados dentro de 1 repo. + legal-infra.
Com IA, é barato demais criar coisas novas. O caro — e o valioso — é ter coragem de matar 58 delas.
Geramos mais conserto
do que criação.
A IA escreve código 10x mais rápido. Mas escreve bug, dívida técnica e "documentação falsa" 10x mais rápido também.
Tivemos centenas de relatórios automáticos dizendo "100% completo" sobre sistemas cheios de erro.
Demos um GPS pro motorista veloz. A produtividade explodiu — desta vez, na direção certa.
Commits por mês — a aceleração depois dos "trilhos":
No pico: 1 entrega a cada 9 minutos, com um time de ~25 pessoas + agentes de IA.
Uma chave de acesso vazou no meio da pressa. Resultado: invasão, uso indevido de IA e ~R$70 mil de prejuízo em horas.
Quanto mais rápido você constrói, mais rápido você cria superfície de ataque. A IA acelera os dois lados.
Hoje: proteção contra vazamento de segredos, varredura de segurança no pipeline, 2FA obrigatório. Aprendido no susto.
• Descrever em português, IA implementa
• Consolidar 60 → 2 (foco)
• Dar trilhos antes de acelerar
• Tratar IA como infraestrutura, não gambiarra
• Internalizar a operação em software
• Acreditar no "100% pronto" da IA
• Consertar mais do que criar no início
• Espalhar antes de focar
• Deixar segurança pra depois
• Subestimar a dívida técnica
O gargalo deixou de ser escrever código. Virou decidir o que construir e ter disciplina pra não se perder.
Vamos conversar?